
Com humor e muita criatividade é possível trabalhar HQ com todas as séries. Através da argumentação instigamos os alunos a opinarem, refletirem e produzirem com as HQ...Hagar um exemplo que pode ser adequado há várias situações de produção de texto e interpretação.
Gramática no Brasil...
Percebe-se um descaso com a língua Portuguesa...
Às vezes por ignorância mesmo,outras vezes pelo desinteresse em conhecer e usufruir de forma correta de nossa língua!!!
Mas, afinal o que é correto???
É interessante assistir e verificar a situação do nosso país e trabalhar com nossos alunos cada um na sua região, para que se faça algo em defesa de nossa língua!!!!
Filme Fahrenheit 451
Gramática no Brasil...
Percebe-se um descaso com a língua Portuguesa...
Às vezes por ignorância mesmo,outras vezes pelo desinteresse em conhecer e usufruir de forma correta de nossa língua!!!
Mas, afinal o que é correto???
É interessante assistir e verificar a situação do nosso país e trabalhar com nossos alunos cada um na sua região, para que se faça algo em defesa de nossa língua!!!!
Filme Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 Direção de François Truffaut1966 : Inglaterra : 112 minCom Oskar Werner (Montag) eJulie Christie (Clarisse e Linfa)Embora seja um filme que enaltece a palavra escrita, os créditos de Fahrenheit 451 são dados em áudio. Essa forma atípica de começar um filme anuncia o enredo, que trata de uma sociedade futurista em que a palavra escrita é condenada e os livros são proibidos porque trazem infelicidade às pessoas. O filme é baseado em romance homônimo de Ray Bradburry, escritor americano de ficção com grande sensibilidade para questões humanas.Montag é um bombeiro devotado ao trabalho e prestes a ser promovido. Os bombeiros na sociedade do filme não apagam incêndios, até porque as casas são à prova de fogo. A função deles é procurar e queimar livros, que entram em combustão aos 451 ºF (ou 233 ºC). Os livros são considerados uma ameaça à sociedade e Montag os queima confiante que isso é uma ação natural praticada desde tempos imemoriais. Mas um dia ele conversa com sua jovem vizinha, que coloca algumas sementes de subversão em sua cabeça de bom moço. Ela pergunta a Montag se ele já leu algum dos livros que queima. Depois disso, Montag começa a questionar o seu mundo perfeito, sua esposa perfeita, seu trabalho perfeito e todo esse questionamento o levarão literalmente ao fim da linha.Algumas pessoas adoram odiar a tecnologia. A distopia de Fahrenheit 451 se passa em um mundo em que a tecnologia é onipresente. As pessoas vão ao trabalho em trens suspensos. As casas são à prova de fogo, as portas abrem e fecham automaticamente, há uma enorme televisão widescreen na sala e telefones em todos os cômodos. Nada que impressione o espectador da atualidade. Talvez nossa vida hoje seja mais marcada pela tecnologia do que a mostrada no filme. Mas o que se entende, ao assistir Fahrenheit 451 é que a tecnologia é um dos pilares do sistema de controle da sociedade totalitária ali retratada. A desconfiança em relação à tecnologia, embora paranóica em alguns casos, tem sua razão de ser. Os europeus, em especial, viveram experiências amargas em que a tecnologia esteve a serviço de máquinas de guerra totalitárias. O segundo pilar da sociedade do filme é a massificação. As pessoas moram em pombais, fazem as mesmas coisas, têm as mesmas perspectivas e há um grande medo de ser diferente dos outros. Todos escondem seus sentimentos para criar uma fachada de bem estar e acham natural usar drogas medicinais para resolver seus os seus problemas psicológicos. Os homens são funcionários exemplares e as mulheres, donas de casa dedicadas. O conformismo é a virtude mais apreciada nessa sociedade de puxa-sacos, delatores e papagaios repetidores de frases prontas. A repressão ao pensamento crítico é o terceiro fundamento da sociedade retratada no filme e a queima dos livros é o ritual pelo qual essa repressão se manifesta.Algumas pessoas podem achar Fahrenheit 451 um filme de intelectuais para intelectuais. Sim, há um elogio aos intelectuais no filme. Eles são os homens-livro e o filme é uma declaração de amor aos grandes livros que a humanidade produziu. Há uma crença no poder dos livros e na resistência guerrilheira dos intelectuais para salvar o mundo, o que pode soar ingênuo, mas ingenuidade mesmo seria duvidar da importância da alta cultura para a sociedade.Fahrenheit 451 não tem aquele ambiente pesado de outras distopias futuristas do cinema como 1984 ou Matrix. Por retratar uma sociedade fria e robotizada, também não há uma grande tensão emocional no ar. É um filme que leva à reflexão e isso ele faz muito bem. A sociedade mostrada no filme estará muito distante da realidade? Provavelmente, o mundo real é mais cruel em muitos pontos do que a ficção de Fahrenheit 451. Sim, no mundo real a cultura é maltratada e se queima livros das mais variadas formas e isso não é uma característica exclusiva de ditaduras totalitárias. Altas taxas de analfabetismo equivalem a queimar livros. Deixar a cultura sem incentivos é como queimar livros. Felizmente, sempre existiram os homens-livro que lutam contra toda sorte de dificuldades para preservar a palavra.